Espírito Santo

Todos os terminais rodoviários possuem problemas estruturais - Grande Vitória

Grande Vitória Todos os terminais rodoviários possuem problemas estruturais

Laudo de vistoria técnica apresentado à Comissão de Infraestrutura (Coinfra) nesta segunda-feira (18) revelou que terminais rodoviários da Grande Vitória escondem problemas estruturais "graves" (veja abaixo). O documento foi levado à reunião do colegiado, no Plenário Rui Barbosa, por membros do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES) e da Associação Brasileira dos Engenheiros Civis (Abenc-ES).

A vistoria foi realizada pelos dois órgãos nos terminais ativos na Grande Vitória, incluindo o de Itaparica, desativado por tempo indeterminado após a queda de parte de sua estrutura em julho do ano passado. A confecção do laudo ficou a cargo da Abenc-ES.

O levantamento apontou problemas em todas as unidades, como infiltrações de grandes proporções, estruturas de aço ou concreto em estado avançado de corrosão, oxidação de peças metálicas e falta de equipamentos de combate a incêndio e comprometimento de vigas e bases.

O laudo indicou ainda a necessidade de combater a aceleração dos efeitos da alta intensidade de uso das unidades a fim de resgatar o seu desempenho e segurança.

De acordo com o presidente da Abenc-ES e coordenador de Trabalho de Infraestrutura e Mobilidade do Crea-ES, Jaime Oliveira Veiga, os vícios de projetos, aliados à falta de manutenção, foram os maiores responsáveis pela situação dos terminais.

"Em 90% dos casos nossa equipe detectou falhas na execução das obras. Isso significa que os projetos apresentados também apresentavam erros. Um projeto errado leva à execução errada, que aliada à falta de manutenção acelera o processo de decomposição da estrutura", esclareceu.

Jaime ainda esclareceu que embora não haja risco de desabamento em nenhum dos nove terminais ativos, é necessário um trabalho urgente de intervenção a fim de preservar a integridade das estruturas e a segurança dos usuários.

O presidente da comissão, Marcelo Santos (PDT), destacou a importância da parceria do Legislativo com o Crea-ES e Abenc-ES na fiscalização das obras públicas estaduais.

"Vamos estabelecer uma agenda para discutirmos o orçamento a fim de garantir ações necessárias como essa. Precisamos adquirir o hábito de trabalhar preventivamente. Quando trabalhamos preventivamente, gastamos cinco vezes menos", disse.

Nota legislativa

A Coinfra informou que fará uma nota legislativa recomendatória conforme o laudo apresentado pelo Crea-ES, que será encaminhada à Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb) e Secretaria de Estado de Obras Públicas (Setop) ainda esta semana cobrando um cronograma emergencial de manutenção e vistorias periódicas.

"Daremos um prazo de 30 dias para a execução desse cronograma e haverá fiscalização na entrega das obras. Caso não seja cumprido o que for apresentado, o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado serão acionados", esclareceu o presidente.


Raio-x dos terminais conforme o laudo apresentado

Terminal de Vila Velha – Estrutura metálica em estado de corrosão na entrada de usuários; armadura em estado avançado de corrosão com expansão, com fendas e desplacamento do cobrimento do concreto; plataforma de embarque com ausência de pingadeiras; presença de baratas na caixa d’água potável e que está sem a tampa de acesso, comprometendo a potabilidade;

Terminal de Itaparica – Estrutura metálica em avançado estado de corrosão na nave principal e nos fixadores de aço; caixa d´água sem tampa, comprometendo a potabilidade; inexistência de mangueira de combate a incêndio, além de caixa metálica em avançado estado de corrosão;

Terminal do Ibes – Ausência de pingadeiras no telhado, direcionando águas pluviais para o vigamento de apoio do telhado, que por sua vez direciona para o posicionamento dos usuários no momento do embarque; armadura em estado avançado de corrosão com expansão, perda de seção de aço e desplacamento do cobrimento de concreto;

Terminal de São Torquato – Desgaste e desnivelamento da pista central, afundamento do calçamento; cobertura do terminal com oxidação; infiltração localizada na viga central, denotando falta de estanqueidade do sistema de impermeabilização. E devido a isso já ocorre corrosão da armadura; falta de estanqueidade no sistema de impermeabilização, levando à oxidação da estrutura;

Terminal de Jardim América – Infiltração na junta de dilatação da viga, no concreto e armadura do pilar em estado avançado de corrosão com expansão e início do processo de desplacamento do cobrimento do concreto; oxidação ocorrendo em todas as vigas metálicas na lateral esquerda do terminal; desgaste e desnivelamento da pista central, afundamento do calçamento;

Terminal de Carapina – Tubulação comprometida; desgaste e desnivelamento da pista central, afundamento do calçamento; fendas nas vigas principais; armadura da caixa d´água central em decomposição.

Terminal de Campo Grande – Afundamento e desnivelamento da pista central; estrutura da caixa d´água em decomposição; oxidação no telhado; armadura em estado avançado de corrosão com expansão e início do processo de desplacamento do cobrimento do concreto;

Terminal de Jacaraípe – Sistema de águas pluviais obstruídos; sistema de combate a incêndio inexistente, com risco iminente de curto circuito; parede do castelo d’água com armadura exposta e em avançado estado de corrosão;

Terminal de Laranjeiras – Toda a estrutura metálica comprometida pela corrosão; infiltração grave na viga central; afundamento e desnivelamento da pista central.


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