Espírito Santo

Cai o número de registros de raiva no ES - Homem do campo

Homem do campo Cai o número de registros de raiva no ES

A raiva é uma doença viral transmitida através da mordida de um animal infectado, já que o vírus fica em grande quantidade na saliva. Para ocorrer a transmissão da doença o animal deve ser portador do vírus da raiva, ou seja, não é toda mordida de cão e gato que transmite a raiva. Além disso, cães, gatos e todos os mamíferos (incluindo o homem), exceto o morcego, são portadores sintomáticos da doença, isto é, quando um animal (ou pessoa) contrair raiva, ele com certeza apresentará os sintomas da doença.

De acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), nos últimos quatro anos, o número de diagnósticos positivos da doença em todo o Estado vem caindo gradativamente. Em 2014 foram diagnosticados 9,57%; em 2015 de 8,36%; em 2016 de 5,58%; em 2017 de 5,24%; e, por fim, de 3,87% no ano passado.

Segundo a médica-veterinária do Idaf e responsável-técnica do Laboratório de Raiva do Instituto, Karina Marinho, a redução nos números pode ser explicada por três razões principais: pelo trabalho de educação sanitária realizada pelo Instituto, pela vigilância feita pelo órgão junto com as vigilâncias sanitárias municipais e, principalmente, pelo apoio dos produtores.

"A raiva tem a característica de ser uma doença cíclica em animais de produção, de ter períodos de queda e, depois, de aumento no número de dos casos. Isso ocorre principalmente devido ao comportamento do produtor rural. Como a vacinação não é obrigatória, alguns produtores deixam de vacinar seus animais em determinados períodos. Por isso, a vacinação anual de todo o rebanho é importante e merece ser destacada", explicou Karina.


Números

Ao todo foram analisadas pelo Idaf 724 amostras de raiva e apenas 28 delas atestaram resultado positivo. Desse total, 14 casos foram encontrados em bois, sete em cavalos, seis em morcegos e um em ovelha.

"Esses dados só reforçam a importância da vacinação para combater a doença. Os animais de companhia (cachorro e gato), que participam de campanhas de vacinação todo ano, não tiveram um único caso registrado, apesar da circulação do vírus", ressalta a médica-veterinária.


Laboratório de diagnóstico

Atualmente no Espírito Santo o Idaf realiza o exame para confirmação da doença, em um único laboratório que faz esse tipo de diagnóstico. Os exames são gratuitos, e podem ser solicitados por todos os municípios capixabas o que permite que se identifique os locais com incidência da doença e sua intensidade para que, assim, os órgãos competentes tenham condições de direcionar as ações de vigilância e controle.


Sintomas da raiva

Por ser uma doença que afeta o sistema nervoso central, os animais doentes apresentam sintomas neurológicos. Desta forma, é preciso ficar atento aos animais que apresentarem alteração de comportamento, perda de apetite, salivação intensa, falta de coordenação dos movimentos e paralisia. Em cães e gatos também é comum observar agressividade quando doentes.

Vale ressaltar que qualquer espécie de morcego pode ser acometida pela doença e transmiti-la sem apresentar os sintomas. Animais, e em especial os morcegos suspeitos de estarem infectados são geralmente encontrados caídos no chão e/ou com hábitos diurnos. Ao observar estes sinais, não tente manipular os animais e comunique imediatamente aos órgãos de vigilância.

Casos em animais de produção (bovinos, equinos, caprinos e ovinos) e morcegos na área rural, devem ser comunicados ao escritório do Idaf do município e casos em cães, gatos e morcegos na área urbana, devem ser comunicados às unidades municipais de vigilância em saúde.


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