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Acionistas criam ação coletiva na Austrália por desastre - Rio Doce

Rio Doce Acionistas criam ação coletiva na Austrália por desastre

Nesta segunda-feira (23), em anúncio realizado pela mineradora anglo-australiana BHP Billiton, sócia da Samarco, a empresa se defenderá contra uma ação judicial coletiva aberta na Austrália, que a acusa de ter descumprido suas obrigações de informação aos investidores na fatídica catástrofe ambiental do rompimento da barragem em Mariana (MG).

A ação aberta pelo escritório de advocacia Phi Finney McDonald, onde participam aproximadamente 3.000 investidores, reivindica perdas sofridas pelos acionistas da empresa entre outubro de 2013 e novembro de 2015 nas bolsas de Sydney e Londres. Segundo o escritório, a BHP deveria ter levado os riscos em conta e informado os investidores sobre os problemas estruturais da represa.

Depois do rompimento, as ações da BHP sofreram forte queda, motivo pelo qual diversos acionistas se associaram para apresentar uma ação coletiva na Justiça.

No mês passado, um acordo com autoridades brasileiras, a BHP e a Vale, coproprietárias da Samarco, acertaram uma ação civil de R$ 20 bilhões pelo desastre. Segundo o novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) Governança, a participação popular dos atingidos será maior. Porém o acordo "praticamente" extingue a ação civil pública de R$ 20 bilhões contra as mineradoras e suspende, por até dois anos, a outra ação civil pública, de R$ 155 bilhões.

O maior desastre ambiental do Brasil, ocorrido em Mariana - MG, em 2015, deixou 19 mortos, centenas de desabrigados, e poluiu o rio Doce, que percorre diversos municípios até chegar ao mar capixaba.


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