Espírito Santo

Greve dos Petroleiros termina em 72 horas - Petrobras

Petrobras Greve dos Petroleiros termina em 72 horas

Na manhã desta quarta-feira (30), o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) entrou em greve. Em consonância com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a greve em todo o Brasil, será de 72 horas, iniciada na madrugada desta quarta-feira, a partir da meia-noite. 

A paralisação da categoria foi decretada ilegal pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), e a multa diária é de R$ 500mil. De acordo com Maria de Assis Calsing, ministra do TST, o movimento tem caráter político e abusivo. Tanto o Sindipetro-ES, quanto a Petrobras, afirmaram que a produção não sofreria impacto com a paralisação, e que a população tampouco.

Em sua rede social, José Maria Rangel, coordenador geral da FUP, diz não ser intimidado pela justiça. "Os trabalhadores não vão trabalhar, porque eles sabem o que está acontecendo dentro da Petrobras. Eles sabem que hoje está em curso um processo de entrega do patrimônio público" afirmou José em plenária da Central Única dos Trabalhadores. "Então a greve está mantida" concluiu. 

Em Vitória, na Reta da Penha, sindicalistas, funcionários da Petrobras, familiares e simpatizantes, protestaram em frente à sede da empresa. Entre as principais reinvindicações dos manifestantes, está a redução do preço dos combustíveis, a não privatização da Petrobras e a renúncia do presidente Pedro Parente. A manifestação foi pacífica e não interrompeu o fluxo do trânsito na avenida, e foi acompanhada pela Polícia Militar (PM) e Guarda Municipal de Vitória.


Reta da Penha durante a manifestação.

De acordo com, Valnisio Hoffman, em entrevista cedida para a G1, a greve não trará mais transtornos para a população. "As unidades estão fazendo cortes de rendição e os trabalhadores não entram. Mas quem continua lá dentro está produzindo. Não terá nenhum prejuízo para a população".

Para Hoffman, a decisão da ministra Maria de Assis Calsing, foi política "A decisão da ministra é política. Nós cumprimos todos os ritos para fazer a greve. Fizemos assembleias, informamos a Petrobras com antecedência. Além disso, no momento, nós também não prejudicamos a população", completou Hoffman.


Petrobras

Em nota, a Petrobras se manifestou, informou sobre a decisão do TST e declarou abusividade na greve.
"O pedido foi feito pela Petrobras e pela Advocacia-Geral da União, considerando o contexto nacional e a necessidade de retomada do abastecimento de combustíveis o mais breve possível. Hoje, 30/5, foram registradas paralisações pontuais em algumas unidades operacionais. Equipes de contingência estão atuando onde necessário e não há impacto na produção", complementou a nota.


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