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Acordo do Governo Federal com caminhoneiros fracassa - Greve continua

Greve continua Acordo do Governo Federal com caminhoneiros fracassa

Nesta quinta-feira (24), o Governo Federal, através de seus representantes, os ministros Valter Casemiro dos Transportes, Eliseu Padilha da Casa Civil, Carlos Marun da Secretaria de Governo e do General Etchegoyen do Gabinete de Segurança Institucional, se reuniu com entidades representantes dos caminhoneiros como Fetrabens, Unicam, Sinaceg, CNTA, CNT, NTU e a Federação dos Transportes Autônomos de Carga.

A tentativa do governo era de criar um acordo para a suspensão temporária da greve por 15 dias. O acordo que praticamente benefício algum trazia à categoria, previa um desconto de 10% no preço do diesel por apenas 30 dias. Isso porque o desconto realmente valeria apenas para os primeiros 15 dias, os outros 15 dias restantes pagariam os trabalhadores brasileiros através de impostos, uma vez que ficaria ao encargo do governo Federal pagar a diferença.

Eduardo Guardia, ministro da Fazenda, falou sobre esse ponto do acordo. "O que estamos acordando é que o preço ficará fixo no patamar definido pela Petrobras por 30 dias. Nos primeiros 15 dias, voluntariamente proposto pela Petrobras, e, a partir do 16º dia, o governo irá pagar". O custo da compensação sobre o desconto de 10% por 15 dias equivale a 350 milhões de reais, podendo aumentar o valor quando corrigido.

Segundo Guardia, o acordo prevê que a Petrobras assegure uma periodicidade mínima de 30 dias para eventuais reajustes nos combustíveis, e novamente o trabalhador será penalizado. "Nos momentos em que o preço cai e fica abaixo do preço fixado para o diesel na refinaria, a Petrobras passa a ter um crédito que vai reduzir o custo do Tesouro", disse Guardia. Isto é, caso ocorra mais de um aumento no mês a Petrobras estaria resguardada pois o Governo (povo brasileiro) pagaria a diferença.

Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, afirmou que as medidas não representam uma intervenção na nova política de preços da Petrobras. "A política de preços continua intacta até a porta da refinaria. Depois, o governo propõe uma política de preços de acordo com a realidade brasileira ".

Pedro Parente, Presidente da Petrobrás, político citado na Lava Jato, elogiou as prerrogativas do acordo. "Do ponto de vista da empresa, o ressarcimento proposto pela União preserva integralmente a política de preços da companhia ao mesmo tempo em que viabiliza maior previsibilidade para os consumidores". Segundo Padilha, a tabela de fretes será editada a cada três meses e que o governo tratará com os Estados a não cobrança do eixo suspenso em caminhões vazios.


Principais associações de caminhoneiros são contrárias ao acordo

Parte das associações que participaram da reunião foram favoráveis do acordo, porém as maiores associações foram contra o acordo.

Nélio Botelho, presidente Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Estado do Rio de Janeiro, uma das maiores do Brasil, diz que não reconhecesse esse acordo. "Estamos todos revoltados, quem não participou da reunião está discordando de tudo o que foi decidido com o governo. Não vamos apoiar esse absurdo. Recusamos e vamos avisar aos caminhoneiros para não desmobilizar. Esse acordo não resolve o problema de ninguém".

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que possui mais de 700 mil caminhoneiros filiados, não participou de toda a reunião. José da Fonseca Lopes, presidente da Abcam, abandonou a reunião logo no início, dizendo não concordar com os termos do acordo. "Enquanto o presidente do Senado, Eunício Oliveira, não entregar o projeto votado e assinado pelo presidente Michel Temer, da minha parte não levanto o movimento".

O projeto a que se refere Fonseca, é sobre a isenção de impostos dos combustíveis, que nem chegou a ser discutido na reunião. "Todo mundo acatou a posição que pediram, mas eu não. Eu coloquei que respeito o que meus colegas pediram e estão sendo atendidos, que acho ser coisa secundária, e disse que vim resolver o problema do PIS, do Cofins e da Cide, que está embutido no preço do combustível", disse Lopes.

Finalizando, Fonseca falou que a associação a qual representa continuará com a greve " Estou à frente desse movimento e vou falar para o meu pessoal que não vamos levantar o movimento enquanto esse homem – o presidente do Senado, Eunício Oliveira – não chegar aqui, convocar os senadores, votar e aprovar a lei".


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