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Governo assina licença de instalação do Porto da Imetame - Economia

Economia Governo assina licença de instalação do Porto da Imetame

Na manhã desta quinta-feira (19), o Governo do Estado – por meio do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo (IEMA) – assinou a licença de instalação da Imetame Logística Porto, em Aracruz. 

O documento foi assinado em Vitória, em solenidade no Palácio Anchieta e contou com a presença do governador do estado Paulo Hartung, do vice governador César Colnago, do prefeito de Aracruz Jones Cavaglieri e seus secretários.

O grande diferencial do Porto da Imetame será a nova tecnologia de maquinários empregada e seu calado (profundidade onde ancoram os navios) de 16 metros, o mais profundo do Brasil, o que possibilita receber para o embarque de cargas navios maiores.


Imetame Logística Porto

Com área total de 755 mil metros quadrados, o Porto da Imetame se apresenta como um terminal multipropósito para atender todo tipo de carga, incluindo granéis líquidos e sólidos. Segundo Carvalho, o calado de 16 metros vai permitir atender navios como o New Post Panamax, que ainda não vem para a costa brasileira. "Santos não tem capacidade para atender navios desse porte", afirmou, explicando que o tamanho do porto é "pé no chão" para as necessidades do Estado.

Com investimento aproximado de R$ 590 milhões, o porto vai gerar em sua fase inicial de implantação 350 empregos diretos, com pico de 650 vagas. E durante a operação, a previsão é de que sejam contratados 640 empregados diretos, com pico de 1.100.

Localizado em Aracruz, na ES-010, o Porto da Imetame fica a 2,5km da ferrovia de Barra do Riacho operada pela Vale e VLI, com fácil conexão com a BR-101.


Frases relacionadas ao novo empreendimento:

"Estamos muito próximos de uma solução para o Espírito Santo. O Porto de Vitória veio se depreciando porque os navios foram crescendo. A Imetame precisava desenvolver um empreendimento alinhado com a evolução dos navios. Até para cabotagem o Porto de Vitória começa a enfrentar problema. Com relação ao calado, nem se fala. Navios de cabotagem já não conseguem sair em plena carga. Todos estão sofrendo. Temos os requisitos para um empreendimento portuário que atenda as necessidades locais". Anderson Carvalho, diretor da Imetame Logística.

"O Espírito Santo é estratégico para o Brasil. Um investimento deste tamanho ainda poderá ser complementado com muitos outros, a exemplo do Porto Central. Eu acredito que, uma vez tendo infraestrutura no Estado, é automática a migração de players, indústrias, etc. Temos grandes armazéns, tecnologia, a mão-de-obra qualificada. O problema é infraestrutura. O Espírito Santo está preparado tecnicamente. A infraestrutura retroportuária está preparada. Só falta a estrutura portuária". Sidemar Acosta, diretor do Sindiex.

"O governo é um dos grandes interessados em apoiar investimentos da iniciativa privada. É um projeto bom para a região norte, bom para o Estado. No que depender da Sedes e do Governo do Estado, faremos tudo para que um projeto como este não encontre obstáculo no setor público" .Neucimar Fraga, subsecretário de Logística e Comércio Exterior da Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes).

"Sofremos com nosso sistema portuário obsoleto. Não podemos ficar abaixo dos outros estados. É uma vergonha para um estado como o nosso ter uma produção tão expressiva de café e não ter porto para exportar. Nós esperamos que em um futuro bem próximo a gente tenha um porto decente. O Espírito Santo merece". Jorge Nicchio, presidente do Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV).

"Tivemos há quatro anos uma perda grande em função da queda dos incentivos do Fundap. Perdemos principalmente para Santa Catarina. O Espírito Santo não se preparou para permitir a permanência das cargas sem o incentivo. O setor atacadista e distribuidor trabalha também com produtos importados. Muitas empresas não vêm pra cá por que não temos um porto competitivo". Idalberto Moro, presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades).

"Os benefícios de Santa Catarina são parecidos com os do Espírito Santo. Mas nosso principal problema é o porto. Muitas empresas que estão operando hoje em Santa Catarina são de origem capixaba. Temos que resgatar as empresas que saíram daqui por problemas logísticos". Agnaldo Martins, presidente em exercício do Sindiex.

"Hoje o setor de rochas ornamentais capixaba vem sofrendo, principalmente, com a falta de um porto de containers no Espírito Santo e, diante disso, acaba utilizando portos do Rio de Janeiro e de São Paulo, o que aumenta o custo e o tempo da operação, atrapalhando nossa competitividade. O segmento precisa de uma solução imediata e vemos no projeto do porto da Imetame uma esperança, pois ele se encaixa nas nossas necessidades a curto prazo". Frederico Robison, vice-presidente do Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas).





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