Aracruz

Com a palavra Pastor Luciano da Igreja Batista Pibara - 1 Igreja de Aracruz

1 Igreja de Aracruz Com a palavra Pastor Luciano da Igreja Batista Pibara

Com formação acadêmica em ensino e religião, Luciano Gomes compartilha sua experiência como pregador e sua opinião sobre temas como família no mundo atual

Conte um pouco da história da PIBARA e seu surgimento.

A PIBARA foi fundada em Aracruz em 09 de outubro de 1920. São noventa e sete anos de existência. Antes, havia  o nome de Igreja de Sauaçu, nome que a cidade tinha antes de se tornar Aracruz. Em seguida, mudou para o nome que tem hoje. Ela é a responsável pela organização da maior parte das igrejas batistas da nossa região: Guaraná, Jacupemba, São Marcos. Enfim, é uma igreja missionária.

Até o ano de 2000, a Igreja tinha cerca de 200 membros. Ao longo desses últimos 17 anos, crescemos em número de membros e em metros quadrados de espaço físico. Atualmente temos mais de 1400 membros, além de muitos frequentadores. Quanto ao espaço físico, por conta da quantidade de pessoas que aumentou muito, foi necessário realizar uma mudança para do espaço anterior, que tinha cerca 1200m², para uma nova área de mais de 8000m². Saímos de um espaço estruturado e montado para uma área completamente vazia. 

Conte um pouco dos trabalhos realizados pela igreja para a população.

Os trabalhos das igrejas batistas são locais. Cada igreja é uma igreja local, independente e autônoma, essa característica faz parte das nossas doutrinas. Mas, primordialmente, nosso trabalho é evangelístico. Para nós, é um privilégio, e nos sentimos honrados em realizar a pregação do evangelho. Com o passar dos anos, nos modernizamos para melhorar a forma como pregamos, com novos recursos tecnológicos incrementando os ministérios de louvor, teatro e tantos outros. Tudo isso para levarmos nossa mensagem. 

Nossa ação social ocorre com a ajuda aos necessitados com a distribuição de cestas básicas. Aalém disso, há três anos, fundamos um colégio dentro de nossas instalações, que atente a comunidade local. Nossa escola não tem nenhum tipo de intenção comercial, tanto é que tem fins filantrópicos, onde é necessário ter apenas 20% de lucro, que deve ser revertido na própria instituição. Seu  objetivo primordial é a valorização da família tradicional. 

Somos confessionais e cristãos. Não somos um colégio religioso, não temos a ideia de transformar nenhum de nossos alunos em "batistas", a exemplo de outras denominações que tem suas escolas espalhadas pelo Brasil: colégios adventistas, batistas, marista. 
Nossa igreja foi motivada a criar essa alternativa por conta desse contexto em que vivemos, onde os valores da família estão sendo perdidos ou descartados pela escola tradicional. Além da escola e das ações de distribuição de alimentos ao mais necessitados, oferecemos também conferências, retiros e uma série de outras atividades internas que acabam sendo oferecidas à comunidade local.

Além do trabalho local, a igreja também desenvolve um trabalho internacional por meio de missões. Quais são esses trabalhos?

Desde 2008, depois de uma série de pregações que realizei no estado da Flórida, nos Estados Unidos, incentivado por um amigo passei a ajudar o Haiti. E em 2009 estive lá pela primeira vez, antes do terrível terremoto ocorrido em 2010 que acabou devastando o país. No entanto, mesmo antes do terremoto, o país já vivia numa condição de miséria absoluta. Pessoas morriam de fome, e o mundo não estava voltado para esta situação. 

Lá estabelecemos uma parceria com 250 pastores, onde nossa igreja passou a enviar recursos financeiros para que eles, primordialmente, não morressem de fome. Antes mesmo do terremoto, mantivemos essa parceria com eles. Após o terremoto, só conseguimos retornar ao país em 2011 e constatamos a destruição que o mesmo provocou. Após isso, construímos uma casa lar, que está localizada em Lês Cayes, compramos dois hectares de terra, onde temos ajudado crianças. Não é um orfanato, porque muitas vezes, lá no Haiti, um orfanato é um meio de se ganhar dinheiro e de se explorar o pobre. Nossa proposta é que as crianças que frequentam nossa casa lar, tenham um lugar para passar o dia com atividades educacionais, onde elas possam receber uniforme e alimentação. Depois disso, elas regressam para suas casas.

Esse é um trabalho muito gratificante. Quando recebemos as mensagens dessas crianças atendidas nos agradecendo, ficamos muito realizados e contentes. É fato que é pouco; mas se cada um fizesse sua parte, com certeza teríamos uma outra realidade e amenizaríamos bastante a miséria no mundo.

Quais as ações e tarefas realizadas pela PIBARA em Aracruz?

Uma das tarefas que a PIBARA realizada aqui em Aracruz é a recuperação de pessoas que são de certa forma estraçalhadas por essa libertinagem que existe na nossa sociedade. Hoje as pessoas estão muito despreocupadas com a bebida alcoólica, com o fumo, que são as drogas ditas lícitas. E o que acontece? Todo esse contexto acaba com pessoas que veem "perdidas" e são recebidas na Igreja. Elas não sabem como se livrar do álcool, como se livrar do cigarro. 

As pessoas nos procuram também porque a nossa sociedade contemporânea não trabalha muito os relacionamentos. Dessa forma, chegam à nossa Igreja muitas pessoas com relacionamentos desfeitos, casamentos destruídos. A Igreja tem um desempenho muito importante nessa área. Ea recebe e acolhe essas pessoas e as ajuda com a palavra de Deus a se recuperarem.

Nós temos muitos exemplos de pessoas que ao frequentarem a Igreja foram libertas das drogas, do álcool, do fumo, seus casamentos foram restaurados. Realmente, num tempo onde ouvimos sobre tantos suicídios, o trabalho relevante da Igreja é dar, através do evangelho de Jesus Cristo, esperança para essas pessoas. Uma pessoa sem esperança está fadada a uma depressão, a uma possível tentativa de suicídio. A Igreja, com essa mensagem de esperança, ajuda muito a nossa sociedade.

Comente  a opinião da PIBARA em relação à homossexualidade. 

Uma importante questão a ser comentada. Existe a acusação que as Igrejas seriam homofóbicas. Essa temática da homossexualidade é muito importante de ser tratada. E é muito bom ficar esclarecido de que nenhuma igreja é homofóbica. Todas elas estão dispostas a receber as pessoas que se consideram homossexuais ou, numa linguagem mais moderna, homoafetivas. Mas a palavra de Deus declara textualmente que a homossexualidade é um pecado. Nós não consideramos a homossexualidade uma doença, mas a Bíblia considera o ato pecado. 

Como Igreja, precisamos estar abertos, receptivos à vinda dessas pessoas para que elas ouçam o evangelho de Jesus Cristo que nos pede para que nós abandonemos as drogas, bebidas, cigarros, adultérios, homossexualidade. Enfim, a relação homoafetiva é posta como um dos pecados que desagrada a Deus. Por isso, gostaria de deixar esta palavra para todos aqueles que fizeram esta escolha:  eu respeito isso. Quero dizer que nossa Igreja está aberta a recebê-los para ajudá-los através da palavra de Deus a saberem o que Deus quer das suas vidas, qual o propósito da vida de todos nós. 

Qual a opinião do senhor em relação à ideologia de gênero?

Uma outra temática que a Igreja tem lidado nesses últimos dias é a chamada ideologia de gênero. Essa ideologia em que as pessoas acham ser um assunto novo, mas que é muito antigo. 

Existe uma autora chamada Shulamith Firestone, que escreveu a Dialética do Sexo na década de 70. Ela textualmente defende no livro a pedofilia, a zoofilia. Quando você vê todo esse movimento atual com a Museu de Artes e Ofícios, Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Museu Queer no Sul do país, com essas cenas de crianças vendo a nudez de adultos como se fosse arte, isso na verdade é completamente uma replicação do livro da Shulamith. 

Hoje estamos vivendo esse problema, que, graças a Deus, nosso Congresso Nacional retirou do Plano Nacional de Educação e do Programa Nacional de Educação. Agora nós tivemos o Conselho de Educação retirando da base nacional comum curricular essa questão ,adiando essa discussão para o futuro.

Mas o que a Igreja pensa sobre ideologia de gênero? 

Pensamos que a família corre risco! Quando se diz que o menino não é menino e que a menina não é menina, e que essa é uma escolha que elas terão que fazer na adolescência e juventude, essa ideologia defende que o sexo é uma construção social, quando, na verdade, biologicamente, o sexo são relativos à menina ser fêmea e o menino macho, e tudo relacionado à reprodução da espécie. Portanto, o homem é macho e a menina é fêmea. 

E por que Shulamith iniciou essa discussão? Porque, no marxismo, quando Karl Marx diz que o homem detinha o poder ou empresário em relação ao proletariado, esta questão do capital versus trabalho, que não deveria existir isso, que ambos deveriam ser iguais, Sulamita traz isso para a Família, ou seja o homem como a figura de quem possui dinheiro e a mulher como quem tem a figura do trabalho, então que o marido não pode ser "superior" à mulher, aí entra o feminismo. 

Assim, na leitura de Firestone e de outros escritores,  não haveria de existir nem a figura do homem e nem da mulher. Na verdade, essa questão de ideologia de gênero é uma questão política, onde intelectuais marxistas querem destruir a família. Querem  que os padrões familiares e que sustentam essa posição do homem e da mulher, do capital e do trabalho sejam destruídos, para que eles tenham mais acesso à juventude desorientada a respeito disso. Nós somos completamente contra a ideologia de gênero e acredito que a família vai sobreviver a mais esse ataque do mundo perdido.

Qual a mensagem que o senhor pode deixar para a população de Aracruz para o ano novo que se inicia?

O nome Aracruz já diz tudo não é? É o altar da cruz. E com esse nome o povo aracruzense possui essa vocação natural, que é a de estar aos pés da cruz, no altar da cruz. E aí então eu desejo que Aracruz se volte para Deus, porque o Senhor é o único que pode realmente nos abençoar. Queremos convocar a todos os pastores e líderes cristãos a abandonar as seus orgulhos e a olhar mais para o reino de Deus. 

Aracruz precisa dos Cristão unidos para a salvação desta cidade. Há tanta coisa que podemos fazer juntos, em vez de fazermos separados. Então eu conclamo os aracruzenses a isso. E desejo a todos um feliz natal e um próspero ano novo, um 2018 abençoadíssimo e que a graça e a misericórdia de Deus esteja sobre todos. 


Igreja Pibara de Aracruz.

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