Cachoeiro de Itapemirim

Prefeitura orienta  sobre riscos do caramujo africano - Infestação

Infestação Prefeitura orienta sobre riscos do caramujo africano

A chegada do fim de ano aumenta o alerta das equipes de saúde sobre o caramujo africano. Por conta das chuvas recentes em Cachoeiro, aumenta a demanda para as equipes de controle de zoonoses da prefeitura.

Nesta semana, os bairros Monte Belo e Nossa Senhora da Penha receberam a visita dos técnicos da Vigilância Ambiental, que verificaram os pontos com incidência do molusco e orientaram os moradores.

A equipe da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) é acionada sempre por meio da Ouvidoria Municipal, no telefone 156. O distrito de Soturno e o bairro Novo Parque serão as próximas regiões visitadas, já na próxima semana.

O risco maior é de transmissão da meningite eosinofílica, que pode levar à morte em casos mais extremos. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça forte, rigidez da nuca e febre. Outra doença de transmissão possível, porém, mais rara, é a angiostrongilíase abdominal, que causa hemorragia no interior da barriga, anorexia e vômito, também com risco de morte.

De acordo com Fabio Gava, gerente da Vigilância Ambiental, é nesta época que esse tipo de caramujo aproveita a terra úmida e sai do esconderijo subterrâneo, para poder se reproduzir. "A alternância mais rápida de chuva e sol forma ambiente propício para a proliferação. É importante que o morador esteja atento e não tenha a pele em contato com eles", orienta.


Capacitação ocorreu há 30 dias

No início de novembro, as equipes da prefeitura contaram com capacitação sobre doenças zoonóticas e passaram dicas sobre o combate a caramujo africano, aedes aegypti e rato. A expectativa, é de que os técnicos passem por nova etapa de qualificação em março próximo.

A meningite eosinofílica, ou angiostrongilíase cerebral, é infecção causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis. A identificação desse verme no Brasil ocorreu há menos de 13 anos, e a suspeita é de que a chegada esteja vinculada a ratos em navios. Em parte do ciclo, as larvas são eliminadas nas fezes do rato e ingeridas pelo caramujo para crescer até poder infectar humanos e outros vertebrados.



8 dicas de combate ao caramujo africano:


1. Nunca comer os moluscos capturados, tampouco criá-los. 

2. Para capturá-los, utilize luvas ou sacos plásticos para proteger as mãos.

3. A melhor ocasião para capturar os moluscos é no crepúsculo e/ou dias nublados e chuvosos, pois é quando saem de seus abrigos em maior número.

4. Para destruí-los, coloque os moluscos encontrados em um balde com água e bastante sal de cozinha (NaCl), até que parem de se mexer. Depois, quebrar as conchas para que a água da chuva não fique nelas e depois enterrar ou por no lixo.

5. Os ovos dos moluscos, pequenos e de cor clara e duros, devem ser destruídos por fervura em água antes de colocá-los no lixo.

6. Não só os caramujos gigantes podem representar riscos, então evite manusear outras espécies de moluscos como lesmas e caracóis de jardim, pois podem ser também hospedeiros de Angiostrongilíase, principalmente em ambientes com presença de roedores.

7. Antes de consumir hortaliças, lavar cuidadosamente e desinfetar com solução clorada todas as folhosas que serão consumidas cruas.

8. Evitar lixo em quintais, jardins e terrenos.


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