Ibitirama

Mais segurança e emprego é o que desejam moradores - Reivindicação

Reivindicação Mais segurança e emprego é o que desejam moradores

Prestes a completar 30 anos de emancipação política em 2018, Ibitirama, no Caparaó, não lembra mais o antigo distrito de casinhas típicas da região. A cidade cresceu e, como tantas outras interioranas do Espírito Santo, os moradores não têm muitas opções de emprego e a tranquilidade rotineira vem sendo quebrada com constantes furtos nas propriedades rurais.

As duas situações são as mais lembradas pelos habitantes ouvidos pela nossa equipe para a terceira reportagem da série. "Temos qualidade de vida e graças a Deus não sofremos os problemas da violência da Grande Vitória. Mas hoje vivemos uma inversão de valores, com os criminosos soltos e a população trancafiada dentro de casa", diz o motorista Wederson Silva, 40.

O prefeito de Ibitirama, Reginaldo Simão de Souza (PSB), afirma que o município vem trabalhando na elaboração, coordenação e implementação de programas e políticas que visem à redução da violência e garantia de paz.

"Pela Constituição, a segurança pública é assunto de responsabilidade dos governos federal e estaduais, mas mesmo assim o município dá total apoio ao trabalho das polícias Militar e Civil. A administração é responsável pelo pagamento do contrato de locação de imóvel onde funciona a Delegacia de Polícia Civil", disse Reginaldo.

Por meio de sua assessoria, a Polícia Civil informa que todos os casos que são registrados na delegacia são investigados. No momento da formalização da ocorrência, é importante que a vítima passe a maior quantidade de informação sobre os suspeitos e, se tiver imagens de videomonitoramento, entregar na unidade. Esses detalhes ajudam a polícia elucidar os casos, identificar e prender indivíduos.
E com 9.373 moradores, apenas seis a menos que em 2016 de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ibitirama tem ainda a cafeicultura e a prefeitura como maiores empregadoras da mão-de-obra local e o desafio é manter os ibitiramenses no local que escolheram para viver.

A recicladora Rosa Amélia da Cunha, 39, gostaria de ver o ibitiramense mais valorizado na hora de contratar. "Ibitirama ideal seria um lugar onde fossemos reconhecidos, desde o pequeno ao maior tivessem o mesmo valor. Hoje tudo está um pouco abandonado. Não digo por má gestão, mas por falta de interesse dos governantes", avalia.

No quesito empregabilidade, o prefeito declara que o município "tem ofertado os serviços básicos com eficiência, sem, contudo promover vários postos de trabalho no setor público para não se comprometer administrativamente".


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