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MEC SHOW 2017 é inovação Industrial - Lucio D. Bernardina

Lucio D. Bernardina MEC SHOW 2017 é inovação Industrial

   

Setor Metalmecânico impulsiona economia no Estado

Capixabão: Quais as perspectivas para o setor em 2017?

Lúcio Dalla Bernardina:
Obrigado pela pergunta e acho muito oportuna. Bem, o País nesses últimos dois anos sofreu demais com essa crise política e econômica que se abateu sobre o Brasil. Mas, no início de 2017 a gente já começou com uma pequena recuperação e estamos prevendo para o segundo semestre uma recuperação um pouco maior, levando se em conta o controle da inflação, que tem apontado índices cada vez menores. A expectativa da inflação girar em torno de 3,8 por cento nesse ano é um bom indicativo e, consequentemente as taxas de juros devem baixar.

Capixabão: De que forma essa crise política econômica vem afetando o setor dentro de um contexto estadual e nacional?

Lúcio Dalla Bernardina: Olha, a crise política é responsável por toda essa crise econômica que vem ocorrendo no País. A instabilidade política é muito grande. Você vê que logo após aquela denúncia do Wesley Batista as bolsas começaram a cair, o dólar a subir e o País ficou meio desgovernado, como se fosse uma nau sem rumo. A realidade é esta, a crise política tem atrapalhado extremamente o setor produtivo.

Capixabão: O Espírito Santo talvez tenha sido o Estado que menos sofreu com essa crise econômica nacional. Como o setor metalmecânico capixaba enxerga esse dado?

Lúcio Dalla Bernardina: O setor metalmecânico do Espírito Santo também sentiu muito. Nós tivemos uma vantagem porque a Vale conseguiu aumentar consideravelmente o volume de exportação da sua produção, que ajudou muito o setor metalúrgico. Também a Arcelor Mital, que é a maior empresa produtora de aço do mundo, conseguiu manter um nível de produção elevado de suas placas que são exportadas para suas unidades do mundo inteiro. Todos esses aspectos nos ajudaram, mas não deixou de haver crise no setor capixaba. Até porque essas empresas estão com suas plantas na horizontal, que garante somente o pleno atendimento de suas produções. É importante destacar a fatalidade que ocorreu na Samarco prejudicou demais, até porque diversas empresas capixabas eram prestadoras de serviço da Samarco. E estamos contando nos próximos meses com o retorno da Samarco. Todos sentimos muito o acidente, acompanhamos de perto, estivemos pessoalmente com o presidente da Samarco e constamos que não houve negligência, ocorreu uma infeliz fatalidade. Acompanhamos também que a empresa não está medindo esforços para resolver definitivamente os estragos causados. A única coisa irrecuperável são as vidas que se perderam. Eles estão realizando, através da Fundação Renova, um trabalho de recuperação de toda a bacia do Rio Doce. Eu sou de Colatina e o Rio Doce já era um rio morto, praticamente um esgoto a céu aberto. O Rio Doce passa por 39 municípios, sendo 5 no Espírito Santo e em nenhum deles tem tratamento de esgoto. Então, através da Fundação Renova, está previsto dentro do escopo do serviço, a realização do tratamento de esgoto em todos os 39 municípios onde o Rio Doce passa. É como disse um consultor da Samarco, " nós demos azar de bater num carro que já estava batido. E quem vai ter que consertar tudo somos nós". Então, com certeza, toda a recuperação do Rio Doce será feita. A volta da Samarco será fundamental, porque a empresa respondia com aproximadamente 6 por cento da PIB Capixaba e gerava, entre diretos e indiretos, seis mil empregos.

Capixabão: Presidente do Sindifer, Lúcio Dalla Bernardina, agora em julho será realizada a Mec Show, quais são as perspectivas para esta Feira?

Lúcio Dalla Bernardina: As perspectivas são as melhores possíveis. Esta Feira já acontece há 10 anos, é a décima que estamos realizando. Talvez não seja a maior, mas com certeza será a maior em termos de conteúdo e com claros sinais de recuperação. O máximo que já tivemos de expositores foi de 180, no ano passado foram 120 e nesta nós devemos voltar para 150 expositores. Portanto, estamos constatando uma recuperação e, principalmente, esta Feira está se consolidando e voltada para o setor de inovação. Esta Mec Show está de cara nova e será realizado de 18 a 20 de julho.

Capixabão: São esperadas muitas inovações nesta Mec Show?

Lúcio Dalla Bernardina: Sim. Nós vamos dedicar um setor específico que será chamado de Ilha de Inovação, que terá vários eventos. Por exemplo, no dia 18 teremos o concurso de Grand Prix, teremos também um debate de Inovação, sustentabilidade e gestão de resíduos. No dia 19 teremos um case de sucesso de robótica e no dia 20 teremos uma mesa redonda com o tema Automação. Traremos de São Paulo 2 unidades moveis do Senai, uma sobre Nanotecnologia e outra sobre robótica subaguática, que para o Estado são novidades e representam muito sobre inovações. Até pela ligação que o Espírito tem com a área de petróleo e gás e na área de off shore essa tecnologia de robótica subaguática é muito interessante.

Capixabão: O Sindifer completou 46 anos. Muita coisa mudou de lá pra cá?

Lúcio Dalla Bernardina: Bastante. O Sindifer foi fundado há 46 anos atrás. Nosso primeiro presidente foi Cesar Daher Carneiro, a quem devemos muito. Foi ele que deu o pontapé inicial, que fez o trabalho mais difícil. Aqui vão minhas homenagens, porque além de um grande amigo, continua contribuindo com o setor. Na época o Sindifer começou muito pequeno e com o tempo foi crescendo. Hoje, acredito que somos o maior sindicato do Espírito Santo, com 650 associados, num universo de 25 mil trabalhadores. Então, atualmente somos um sindicato grande, que se modernizou, com planejamento estratégico, capacitou a equipe e buscamos cada vez mais associados, oferecendo serviços jurídicos de qualidade, oferecendo palestras sobre temas atuais. Porque para o sindicato crescer e se tornar importante é essencial ofertar novos serviços para todos os associados.

Capixabão: Como a aprovação da Reforma Trabalhista pode beneficiar o setor?

Lúcio Dalla Bernardina: Bem, acredito que a Reforma Trabalhista não vai beneficiar somente o setor metalmecânico, mas também todos os setores da economia nacional. Veja bem, nós temos alguns dados que são estarrecedores, o Brasil tem hoje 3 por cento da força de trabalho do mundo e tem aproximadamente 90 por cento das ações trabalhistas. Não dá para o País ser competitivo dessa forma. Essa Reforma Trabalhista vai acertar a importante questão da terceirização, que sem a Reforma vai continuar parada do jeito que está. Temos certeza que a Reforma Trabalhista trará muitos novos empregos, só não podemos mensurar ainda a quantidade. Acredito que a Reforma dará mais oportunidades de empregos, flexibilizando a relação trabalhista. Quando o acordado, desde que respeitada a legislação, dará a chance de fazer um bom banco de horas para os empregados. Até porque a Reforma Trabalhista não vai mexer nos direitos conquistados pelos trabalhadores do Brasil. A Reforma vai modernizar, porque essa nossa legislação é de 1943, foi inspirada no regime fascista de Mussolini. Então, essa Reforma Trabalhista passando vai abrir portas para tantas outras reformas que o País precisa. Por exemplo, essa Reforma da Previdência, no que tange a idade mínima, é inadmissível o trabalhador se aposentar com 50 anos. É um crime até contra o próprio aposentado. A Reforma Tributária também é essencial. A Aprovação da Reforma Trabalhista vai abrir portas para a aprovação dessas reformas estruturais que vão possibilitar o Brasil crescer.

Capixabão: Sr. Lúcio Dalla Bernardina, presidente do Sindifer, muito obrigado. Fique à vontade para outras considerações.


Lúcio Dalla Bernardina: Muito obrigado pela oportunidade que vocês me deram. Espero ter sido esclarecedor nos dados apresentados e que as considerações que fiz venham a ser proveitosas. Quero aproveitar a oportunidade para convidar a todos, empresários, engenheiros e estudantes de uma forma geral que participem dessa Mec Show, porque vai ser muito interessante e com a de melhor conteúdo que nós já tivemos.




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