São Domingos do Norte

O Ex-presidente da AMUNES, Dalton Perim faz um balanço desses últimos quatro anos na instituição - Entrevista

Entrevista O Ex-presidente da AMUNES, Dalton Perim faz um balanço desses últimos quatro anos na instituição

O ex-presidente da AMUNES fala de suas experiências e conquistas

   

Qual o balanço que você faz desses últimos quatro anos na presidência da AMUNES?
Conseguimos cumprir com nossa obrigação na articulação e na valorização da nossa associação, em defesa dos municípios capixabas. Quando assumimos, já sabíamos que os municípios enfrentariam dificuldades na organização e no seu equilíbrio financeiro. Percebemos uma demanda crescente na relação institucional entre o Ministério Público, o Tribunal de Contas e os prefeitos. Pautamos e priorizamos nosso mandato em três ações, que são: articulação dos interesses dos municípios com relação a convênios e acesso aos investimentos para os municípios; a interlocução com o Tribunal de Contas, no entendimento da análise da gestão dos prefeitos e com o Ministério Público, no enfrentamento das exigências das leis constitucionais. A AMUNES se qualificou profissionalmente. Montamos uma assessoria jurídica, assessoria executiva e uma gerência de projetos, para absorver as demandas dos municípios . Uma das conquistas significativas para os municípios foi a instituição do Diário Oficial dos Municípios, possibilitando a publicação de todos os atos da gestão municipal. Essa foi uma conquista muito apropriada, em função da receita e despesa dos municípios, já que as prefeituras estavam gastando muito com a imprensa escrita. A implantação do Diário Oficial dos Municípios gerou uma economia muito significativa para todos.
Outra conquista nossa foi a adequação dos municípios para a Lei de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, uma cobrança insistente do Ministério Público. Montamos um grupo de trabalho junto com o Ministério Público e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - IEMA, para criarmos um Termo de Compromisso Ambiental e conseguimos avançar tanto na economia de receita, como também no cumprimento das obrigações constitucionais, que é um dos grandes desafios dos municípios hoje. 

O atual presidente da Amunes se mostrou favorável a entrada dos vereadores na instituição. Qual a sua opinião sobre isso?
O cenário político hoje mostra que precisamos estar cada vez mais integrados e, acima de tudo, deve haver uma discussão e um planejamento para que o município possa ter um direcionamento. Diante disso, temos sugerido que não só os vereadores, mas também os secretários, possam participar da instituição para se apropriarem do que se discute na Amunes, e assim, poder ajudar os municípios nas suas gestões. Sabemos que há espaço para isso. Acredito que o próximo presidente dará o encaminhamento necessário para que isso aconteça.

Durante dois mandatos na presidência da Amunes, você teve a oportunidade de trabalhar com o ex-governador Renato Casagrande e com o atual governador Paulo Hartung. Houve alguma diferença da relação da Amunes com esses governos?
Da nossa parte não houve diferença nenhuma. Temos a satisfação de termos um diálogo permanente com o Governo do Estado, por sabermos a importância disso para o desenvolvimento dos municípios.

Nessa última eleição teve a digital do Governo do Estado na composição da chapa. O que isso representou para a associação?
Os interesses dos municípios precisam estar integrados com os interesses do Estado. Não podemos enxergar separadamente o município do Estado, apesar dos poderes serem independentes. A harmonia entre os municípios e o Estado é prioridade e, naturalmente, o governo deve ter se posicionado preocupado com essa visão, em benefício dos municípios. 

Na posse do atual presidente da Amunes notamos a falta de alguns prefeitos da Região Metropolitana. O que você tem a dizer sobre isso?
Na minha avaliação, o prefeito Gilson Daniel deve estar um pouco constrangido por não ter conseguido emplacar sua chapa ou talvez não se sentir confortável em participar do processo eleitoral. Acredito que os outros prefeitos tenham cada um sua particularidade. Entendemos que isso é normal, por acreditarmos que alguns prefeitos não tiveram como participar por uma questão de compromissos assumidos anteriormente. Mas essa média de 60 a 65 prefeitos que participaram da assembléia é um número considerado bastante expressivo.

Com a sua saída da Amunes, quais são os seus planos para o futuro?
Eu venho de uma empresa familiar, essa é a minha primeira experiência na vida pública, com dois mandatos consecutivos na Prefeitura Municipal de Venda Nova do Imigrante. Quando eu assumi a prefeitura, procurei me integrar em todos os ambientes possíveis. Por isso tive interesse em participar da Amunes, para adquirir conhecimentos e poder entender melhor os desafios de um homem público. Com o afastamento da Amunes, pretendo agora me dedicar a minha vida empresarial.

Você tem alguma dica para dar ao atual presidente Guerino Zanon nesta nova gestão da Amunes?
Sugiro que tenha muita cautela e que não deixe que se perca nos próximos quatro anos a força e a representatividade que a instituição conquistou junto aos municípios. Mas tenho certeza que a experiência que o novo presidente teve na sua vida pública, vai fazer com que a nossa associação continue se dinamizando cada vez mais e ampliando a sua atuação, indo de encontro aos interesses dos municípios. Preservando a sua independência, e sobretudo, evitando qualquer tipo de interesse político e promocional dentro da nossa associação. Para que ela possa efetivamente cumprir o seu papel de representatividade de todos os prefeitos, independentemente de partido político.




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