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GM no Brasil, prioridade nas operações internacionais
19/02/2010

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Presidente de operações internacionais da companhia visita o país
Mercado brasileiro é o terceiro maior em vendas para a General Motors.

Entre os 80 países sob a responsabilidade do presidente de operações internacionais da General Motors, Tim Lee, o Brasil foi o escolhido para ser a primeira viagem de negócios do executivo no cargo - ele assumiu a posição em dezembro de 2009. A importância dada à operação no Brasil está no peso que o mercado local assumiu em relação a outras unidades da companhia.

"O Brasil é o terceiro maior mercado para a GM e o segundo maior para a marca Chevrolet”, afirmou Lee, durante evento em São Paulo. O executivo chegou na última quinta-feira (18) ao país com o objetivo de conhecer a sede brasileira da fabricante de veículos, em São Caetano do Sul, no ABC paulista.

A GM acredita que o mercado brasileiro atingirá neste ano 3,3 milhões de unidades vendidas e manterá a participação de mercado de 20% no segmento de automóveis e comerciais leves. Se confirmado, o resultado representará crescimento de 5% sobre o recorde de 2009, quando foram emplacados 3,141 milhões de veículos. No ano passado, a companhia vendeu cerca de 600 mil unidades.

Por isso, o primeiro local visitado pelo executivo foi o centro de design e desenvolvimento de produtos da montadora no Brasil. Lee afirma que a renovação das linhas planejada até 2012 é a grande aposta de crescimento no país. Somente neste ano, vão ser cinco lançamentos de peso, entre eles, o Chevrolet Camaro, importado do Canadá, e a picape da mesma família do Agile. “O lançamento do Camaro representa o compromisso da empresa com o país”, ressaltou Lee.

A General Motors investirá R$ 5 bilhões para a renovação do seu portfólio de produtos até 2012, assim como pretende produzir e vender 1 milhão de unidades até lá. Do total que será investido, R$ 2 bilhões já são aplicados, sendo R$ 1 bilhão do caixa da própria GM do Brasil. O restante é financiado por bancos brasileiros. A filial brasileira também será responsável pela fabricação de dois produtos para os Estados Unidos e Ásia, entre eles, uma picape.

Tim Lee atribuiu as apostas feitas no Brasil à estabilidade econômica e política. Para ele e para o presidente da General Motors do Brasil, Jaime Ardila, o ano de eleições não vai afetar negativamente o mercado brasileiro.

Além disso, como no país a GM trabalha apenas com a marca Chevrolet, o mercado se tornou um importante fortalecedor da marca. “Queria que mais mercados tivessem o volume de vendas que a Chevrolet tem aqui”, destacou. O executivo supervisiona a GM Ásia (Pacífico), América Latina, África e Oriente Médio.

Decisão da OMC
Em relação às decisões do governo brasileiro, a prorrogação do desconto sobre o IPI — que termina ao final de março — nem está mais em discussão. A preocupação da GM agora está em pressionar para que se reverta a decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) de permitir ao governo brasileiro sobretaxar veículos oriundos dos Estados Unidos, entre outros produtos.

Caso a retaliação ao mercado norte-americano se mantiver no setor de veículos, o governo poderá aumentar a alíquota de importação já cobrada, de 35%, sobre o preço do produto. Isso, de acordo com a GM, inviabilizaria a importação de modelos previstos para o país, como os Chevrolet Malibu e Cruze.

"Nós esperamos que os dois governos trabalhem juntos. Porque isso não ajudará nem um, nem outro”, observou Lee. De acordo com Ardila, a GM do Brasil, juntamente com a matriz, busca uma negociação para a retaliação não atingir o setor.

Imagem: Divulgação internet

Fonte: http://g1.globo.com

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