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Imóveis
Serra: o município é o quarto maior em desenvolvimento do país

09 de Julho de 2011
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Serra: o município é o quarto maior em desenvolvimento do país
Desempenho foi maior do que o de Vitória, que ampliou em 44% seu peso na economia brasileira

A indústria do aço, o boom da construção civil, o crescimento comercial e do setor de serviços contribuíram, juntos, para que a Serra tivesse o quarto maior desenvolvimento econômico do país. O município faz parte de um grupo de cidades com menos de 500 mil habitantes que conseguiu ampliar a participação em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Em 2000, a Serra representava 0,25% no PIB brasileiro. Em 2008, o índice passou para 0,38%, elevação de 52% na participação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Assim como a Serra, outros municípios de regiões metropolitanas e do interior de diversos Estados brasileiros têm ampliado seu papel na economia do país. O que mais se desenvolveu foi Campos do Goytacazes, no Rio de Janeiro. Em segundo lugar ficou Paraubebas, Pará. São José dos Pinhais, do Paraná, teve o terceiro maior crescimento.

As capitais vêm perdendo espaço para essas cidades. Vitória, por exemplo, aumentou sua participação de 0,52% (em 2000) para 0,75% (em 2008), no entanto em menor grau com elevação de 44%. O crescimento da Serra, assim como das outras cidades, aconteceu devido a empresas que resolveram apostar em locais onde quase ninguém enxergava riqueza.

A caça ao tesouro iniciou com a valorização imobiliária de Laranjeiras, com o avanço comercial da Avenida Central e do surgimento de novos pontos requisitados, como Manguinhos, Jacaraípe e Morada de Laranjeiras. Essas regiões passaram a ser o foco de empresas da construção civil locais e de outros Estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

O pesquisador do Instituto Jones dos Santos Neves, Leonardo de Magalhães Leite, explica que o crescimento da Serra se deve ao inchaço de Vitória. "As capitais estão saturadas e, por isso, o crescimento urbano acaba atingindo os vizinhos".

Segundo Leite, embora a indústria do aço sustente a Serra, foram os setores de comércio, serviços, alojamento e alimentação que proporcionaram à cidade maior participação no cenário nacional.
"Para que a cidade continue crescendo é preciso conciliar o desenvolvimento com redução de pobreza, qualificação de mão de obra, criação de mais microempresas, investimento em mobilidade urbana e itens de lazer. Isso tudo gera renda, emprego e faz com que as pessoas trabalhem e consumam no município", diz.

Na região de Laranjeiras, a demanda por empreendimentos e a valorização imobiliária incentivam novos negócios
Fábrica de bebidas de olho na região

A empresa de bebidas Bivolt Power, da Bahia, começou a negociar com a Prefeitura da Serra a construção de uma fábrica para a produção de energéticos e sucos. Os primeiros passos para a formação de uma parceria foram dados na Super Acaps Panshow, realizada na última terça, quarta e quinta-feira, no Pavilhão de Carapina.

Será a terceira fábrica da empresa. A segunda está em obra em São Paulo. Segundo o gerente de marketing da empresa, Cristiano Penna, se algum acordo com a prefeitura for fechado, a fábrica de bebidas deve iniciar seu funcionamento em 2013.

O investimento estimado para a construção do parque industrial é de R$ 15 milhões. Para a operação da fábrica, a expectativa é de que 250 empregos diretos sejam criados, além de outros 2 mil indiretos. A produção da Bivolt deve chegar a 200 a 400 mil litros de energéticos por mês.

Penna afirma que a escolha da Serra para criação de uma nova fábrica está relacionada à expansão econômica do município. "A cidade tem grande importância para a economia capixaba. Está aquecida e com uma boa expansão imobiliária. Investir na Serra será uma forma de conseguir penetrar em todo o mercado do Espírito Santo", explica.

Grapette
Outra empresa que vai investir no Estado é a Saborama, que fechou parceria com a Refrigerantes Coroa para a produção do Grapette, bebida muito conhecida nas décadas de 60 e 70. A Coroa comprou os direitos de explorar a marca e deve utilizar apenas o xarope fabricado pela Saborama.

Diversificação econômica muda cenário
População trabalhando na própria cidade. Crescimento do público de renda mais elevada. A abertura de grandes empresas.

A Serra, nos últimos anos, começou a mudar o seu retrato. Segundo o prefeito Sérgio Vidigal, o motivo é a diversificação econômica. "O município antes era visto apenas como industrial. Agora, ele tem um grande foco no comércio e tem se tornado referência em logística. Perdemos receita no parque industrial para ganhar com a chegada da construção civil e com a expansão do comércio". A expectativa da cidade agora é repassar o crescimento econômico para sua população. "A Serra era composta em maioria pela classe DE. Agora, os moradores estão aumentando de renda e mudaram para classe C. Nossa meta é abrir mais oportunidades de trabalho, melhorar a vida financeira dos moradores e gerar riqueza da cidade".

Contribuição - 52% de crescimento
Essa foi a elevação da participação da Serra na economia nacional de 2000 para 2008. Vitória teve alta de 44% em cinco anos.

Imagem: Reprodução
Colunista: Ivan de Freitas


Fonte: G1-ES

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