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Medicamentos
15 novos medicamentos para tratar doenças como labirintite, diabetes e câncer estão sendo liberados
Redação

13 de Junho de 2012
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15 novos medicamentos para tratar doenças como labirintite, diabetes e câncer estão sendo liberados
Prolive atua na flora intestival (Foto: Reprodução)
Mais 15 novos medicamentos para tratar doenças como câncer, hepatite C, diabetes, labirintite e síndrome do intestino irritável chegam ao mercado este ano.

Algumas novidades já foram liberadas recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e chegaram às prateleiras das farmácias. Outros estão em fase de análise, com expectativa de serem disponibilizados nos próximos meses para pacientes.

Segundo a Anvisa, já são mais de 1.700 novos medicamentos em fase de testes do País, sendo 1.561 só de genéricos (com a mesma substância ativa, fórmula e dosagem original) e similares. A aprovação pode demorar anos devido os estudos que estão sendo realizados para comprovar a eficácia dos remédios, segurança e qualidade.

De remédios cujos princípios ativos nunca foram usados, há 12 registros. Já de medicamentos fitoterápicos (com princípio ativo de plantas medicinais), há 34 registros.

Preço
Apesar de haver muitos novos remédios em estudo e chegando ao mercado, médicos alertam que as novidades ainda são muito caras para a maior parte da população. Ou seja, muitos vão demorar alguns anos para terem acesso.

Para o cardiologista e especialista em arritmias cardíacas, Ricardo Kuniyoshi, apesar dos novos anticoagulantes disponíveis no mercado, como o Pradaxa e o Xarelto (veja lista abaixo), serem mais modernos, nem todos os pacientes terão acesso devido aos altos custos.

No caso dos medicamentos na área da oncologia, a preocupação é ainda maior, pois os custos são ainda mais elevados. O oncologista Cristiano Drumond disse que os novos medicamentos têm preços bem elevados e que, geralmente demoram para que sejam disponibilizados pela rede pública.

Uma boa notícia é o Telaprevir, remédio contra hepatite C, que chegou há poucos meses no mercado e já tem previsão para ser levado para o SUS.

Veja a lista com os 15 medicamentos aprovados e em teste

Câncer

1- Abiraterona > medicamento indicado para pacientes com câncer de próstata em estágio avançado e que já tentaram outros tratamentos, sem êxito. A substância vai cortar a segunda maior fonte de produção de hormônio masculino, que é a glândula adrenal. Além disso, ela vai inibir a produção de testosterona dentro da célula tumoral. A dor é controlada.

2- Ipilimumabe > Usado para tratamento dos pacientes com melanoma avançado em sua fase metastática ou inoperável. O medicamento aumenta a sobrevida de longo prazo dos pacientes. Ele é estimulante do sistema imune, tornando-o mais ativo para combater o melanoma, e á é objeto de estudo no tratamento de outras enfermidades, como câncer de próstata, rim e pulmão.

3- Peglntron > O FDA, órgão americano que controla alimentos e medicamentos, aprovou o uso do Peglntron (alfapeginterferona 2b), medicamento da MSD já aprovado e utilizado no Brasil para tratamento da hepatite C e de pacientes com melanoma (câncer de pele) avançado. Com ele, os riscos ao fígado e desconforto físico (como febre e dores pelo corpo) são menores.

4- Crizotinibe > Foi aprovado nos EUA o remédio da Pfizer para tratamento de um tipo de câncer de pulmão (não-pequenas células) que apresenta uma fusão específica em seus genes, chamada EML4-ALK. A doença acomete geralmente não fumantes, uma faixa etária mais jovem do que o normal. No Brasil, está em fase de estudos clínicos.

5- Axitinibe > É para o tratamento sequencial de câncer renal avançado e recebeu recentemente a aprovação da FDA nos Estados Unidos, mas aguarda aprovação da Anvisa. Sua atuação se baseia na inibição seletiva de receptores do fator de crescimento endotelial vascular.

6- Everolimo > Comercializado com o nome de Afinitor, da Novartis, o medicamento é liberado no Brasil pela Anvisa apenas para tratamento contra o câncer de rim em estágio avançado, para um tipo raro de tumor cerebral em crianças e para tumor neuroendócrino. Desde janeiro está protocolado no órgão um pedido de liberação da substância para o tratamento do câncer de mama metastático.

Infecção

7- Fitoscar > É em forma de pomada e age nas três fases da cicatrização, além de ter ação anti-inflamatória e antimicrobiana no tratamento de feridas e lesões de pele.

Hepatite C

8- Boceprevir > É um inibidor da enzima protease, nova classe de medicamentos, que age diretamente no mecanismo de reprodução do HCV - vírus causador da hepatite C -, impedindo sua replicação no organismo. É um medicamento oral. Aumenta em 2 a 3 vezes as chances de cura em pacientes nunca antes tratados e naqueles previamente tratados, respectivamente, e aumenta para 89% as chances de cura em pacientes com resposta rápida ao vírus.

9- Telaprevir > É usado para pacientes com hepatite C crônica. É em forma de comprimido utilizado com dois remédios já tradicionais. Com os três juntos, a chance de cura aumenta de 30% para 80%. O remédio inibe uma enzima do vírus, a protease, impedindo com que se multiplique. O remédio está no mercado e a previsão é que ele se incorpore ao SUS no segundo semestre desse ano.

Coração

10- Xarelto > O Xarelto (rivaroxabana), do laboratório Bayer, é um anticoagulante que age especificamente sobre o fator que atua na formação dos coágulos. O medicamento é administrado via oral em dose única diária, enquanto a maioria dos tratamentos é injetável. Outra diferença é que ele não demanda monitoramento da atividade de coagulação por meio de exames de sangue rotineiros.

11- Pradaxa > Atua na prevenção do AVC originado pela fibrilação atrial. O Pradaxa (dabigatrana), da Boehringer Ingelheim, é um anticoagulante oral em que, ao contrário dos medicamentos antigos, não tem necessidade de exames de sangue frequentes para acompanhamento e juste de dose.

Osteoporose

12- Inellare > É um suplemento de cálcio em forma de tabletes mastigáveis e tem absorção rápida, reduzindo a pérda óssea, evitando efeitos colaterais e fraturas. Tem gosto de chocolate, para melhorar a adesão ao tratamento.

Intestino

13- Prolive > É em cápsulas à base de Lactobacillus acidophilus, do laboratório Aché. Reestrutura a flora intestinal. Já está no mercado. É um tipo de probiótico, que impede a colonização da mucosa intestinal por micro-organismos que causam doenças, como diarreia, constirpação, síndrome do intestino irritável.

Labirintite

14- Betadine > Indicado para tratamento sintomático da vertigem interativa com ou sem sinais cocleares (vertigens devido a distúrbios circulatórios do ouvido interno), zumbidos no ouvido e vertigens do tipo Síndrome de Ménière. A Betaistina (princípio ativo) é um potente antagonista dos receptores H3 e produz vasodilatação e aumento do fluxo sanguíneo no sistema arterial vertebrobasilar, além de melhorar a microcirculação labiríntica.

Diabetes tipo 2

15- Trayenta > O medicamento,cujo princípio ativo é a linagliptina, é do laboratório Lilly em parceria com a Boehringer Ingelheim. Já está no mercado e, por ser eliminado pelo intestino e pela bile, ele não sobrecarrega os rins do paciente, diferente de outros medicamentos utilizados.

Com informações do jornal A Tribuna

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